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PAGAMENTOS DIGITAIS
Danylo Martins
A Bemobi, de soluções de pagamentos e jornadas digitais para indústrias de serviços recorrentes, espera avançar em novas modalidades do Pix e no Open Finance. Para isso, a empresa de tecnologia está anunciando a compra de uma fatia da Instituição de Pagamento (IP) Friday, que tem licença junto ao Banco Central (BC) para atuar com a modalidade Iniciador de Transação de Pagamento (ITP).
O valor da transação não foi divulgado, mas envolve a aquisição de 49% da instituição, com opção de compra dos 51% restantes. O negócio depende de autorização do BC e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A expectativa da Bemobi é concluir esse processo no período entre dois e quatro meses. Em paralelo, há um pedido já feito ao regulador para que a hoje Friday IP possa operar, além de ITP, como emissor de moeda eletrônica – licença que permite gerenciar contas de pagamento pré-pagas.
Em entrevista ao Finsiders Brasil, o CEO da Bemobi, Pedro Ripper, explica que o acordo não inclui a Friday como um todo, e sim apenas sua subsidiária que atua como instituição regulada. A fintech, que oferece um assistente financeiro para pagamento de contas, recebeu a licença de IP em janeiro de 2022, porém não chegou, de fato, a usá-la. A Bemobi, por sua vez, já vinha traçando a rota para a entrada no mundo regulado de serviços financeiros, conta o CEO. Ou seja, juntou a fome com a vontade de comer.
Jogou a favor, ainda, o fato de os fundadores da Friday serem “velhos conhecidos” da Bemobi. Tanto Felipe Castro quanto Pedro Gomes foram sócios da M4U. A startup chegou a ser comprada pela Cielo em 2009 e, há cerca de três anos, foi vendida para a Bemobi, na primeira aquisição da empresa de tecnologia pós-IPO.
“Com os ITPs, começa a ter um movimento de desacoplamento dos aplicativos de bancos, um novo unbundling que já havia ocorrido com o avanço de bancos digitais e fintechs”, analisa Pedro. “No nosso caso, achamos que ter competitividade de custo é importante. Por isso, queremos ter controle fim a fim das jornadas.”
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Com a licença de instituição regulada, a Bemobi planeja acelerar os pagamentos digitais. Uma das principais apostas é substituir o tradicional boleto pelo Pix como método de cobrança recorrente, quando houver o lançamento do Pix Automático, em junho de 2025. “Queremos suportar essa modalidade na largada”, afirma Pedro.
Além do débito em conta e do boleto, o executivo enxerga potencial para que o Pix Automático roube uma fatia até do cartão de crédito. “Existe um percentual da população que não tem cartão ou possui limite baixo. Além disso, o cartão é mais caro para algumas indústrias”, diz o CEO.
A Bemobi também vê como promissoras novas experiências de pagamento com Pix, que nascerão a partir da intersecção com o Open Finance. A Jornada Sem Redirecionamento (JSR) vai permitir o já bastante divulgado Pix por aproximação, mas também modalidades batizadas pelo mercado de Pix por biometria ou ‘Click Pix‘. Com uma só autorização, o usuário poderá fazer os pagamentos de maneira mais rápida e simples, tanto no varejo físico quanto em plataformas online.
“O futuro dos pagamentos recorrentes está na automação completa, eliminando a necessidade de interações manuais repetitivas por parte dos usuários.”
Atualmente, a solução de meios de pagamento da Bemobi white-label (com a marca do parceiro) é usada por mais de 400 grandes e médias empresas. A lista inclui todas as principais operadoras de telecomunicações do Brasil, as maiores distribuidoras de energia, além de companhias em setores como educação e saúde. Por ano, a plataforma de pagamentos da Bemobi processa um volume total de mais de R$ 8 bilhões.
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