A Roblox entrou na reta final de uma das mudanças mais profundas na sua identidade visual: as Classic Heads e as Classic Faces vão dar lugar, de forma definitiva, às Dynamic Heads até final de fevereiro de 2026.
A decisão tem implicações diretas para jogadores, colecionadores, criadores UGC e developers, e levanta debates acesos sobre a preservação histórica, a economia de itens limitados e a própria direção criativa da plataforma. Se joga, cria ou transaciona no ecossistema Roblox, está na altura de perceber o que vem aí e como se podes preparar.
A empresa quer alinhar o Marketplace com uma política única para “Avatar Heads”, onde todas as cabeças suportam animação facial. As Classic Faces, sendo texturas 2D estáticas, não conseguem cumprir os requisitos técnicos das Dynamic Heads, que usam malhas 3D, cage regions e controlos de animação para expressões, piscadelas de olho e sincronização labial. A visão é clara: um sistema de avatares coerente, animável e preparado para experiências imersivas e multiplataforma.
A transição já tinha sido tentada no passado e foi travada pelo feedback da comunidade. Desde então, a Roblox afirma ter afinado o desempenho, a fidelidade estética (de modo a aproximar o look das clássicas), o sistema de troca de formatos de cabeça (head shape swapping) e até detalhes como animações de humor e piscadelas menos estranhas. Em teoria, a base técnica está mais madura do que na primeira tentativa.
Há exceções cirúrgicas motivadas por geometria: certos heads muito específicos (como a Diamond Head) manterão a combinação original, porque a troca de face quebraria o modelo. Mas são casos raros, sem efeito geral na política.
Para os developers, há um detalhe importante: quem utiliza o AvatarEditorService verá as cabeças clássicas converterem-se automaticamente para as dinâmicas nas funções suportadas, e terá de atualizar integrações para acomodar a troca de formatos de cabeça.
A mudança reacende um debate antigo: a Roblox que cresceu com estética simples, faces 2D e humor “low-poly” deve ceder lugar a avatares mais expressivos e animados? Na comunidade, as reações vão do ceticismo à indignação. Há quem aponte para uma erosão da memória coletiva – “o velho Roblox” – e quem veja a migração como um caminho inevitável numa plataforma que quer competir com experiências 3D modernas, monetizáveis e criadas por utilizadores.
A verdade é que a empresa tem apostado numa visão consistente: novas APIs, ferramentas de criação e atualizações forçadas (como a renovação de UI no Studio) que nem sempre colhem consenso, mas que empurram o ecossistema para uma base tecnológica comum. O custo é emocional: nostalgia não migra com scripts.
A Roblox garante que as combinações limitadas serão migradas com cuidado. Ainda assim, qualquer alteração de forma, shader, iluminação ou animação pode recontar a história visual de uma face – e pequenos pormenores são tudo no mercado de colecionáveis. No curto prazo, é expectável volatilidade: alguns traders vão tentar vender posições antes da migração; outros, mais confiantes, podem caçar “descontos” na expectativa de que o mapeamento dinâmico preserve valor a médio prazo.
Fonte: Piunikaweb
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