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Notícias curiosas, inusitadas, polêmicas e bizarras, por Fernando Moreira
Jornalista
Já são três décadas, completadas em 20 de janeiro, que a história do suposto avistamento de um extraterrestre por três jovens entrou no imaginário e ultrapassou os limites da cidade de Varginha, no Sul de Minas Gerais, e tomou rumos internacionais.
Veio, então, o fenômeno pop. Como é natural acontecer com histórias tão marcantes quanto essa, o ET foi sendo retratado, ao longo dos anos, em diversos meios: em propagandas publicitárias, em pelúcias e artesanatos e em até filmes e videogames. Os publicitários diriam que o alienígena baixinho de olhos vermelhos e chifrudo é um verdadeiro “case” de sucesso.
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O PAGE NOT FOUND separou algumas dessas “aparições”:
ET de Varginha no papel, nas telas, no videogame e na sua casa
Liliane, Valquíria e Katia deram uma descrição bem específica do ET: baixo, pele amarronzada veias saltadas, olhos vermelhos, chifres e coberto por uma substância pegajosa, o que virou um prato cheio para desenhistas e escultores.
Em 2009, na França, o autor Phillipe Auger publicou a revista em quadrinhos “O.V.N.I: L’affaire varginha” (Em tradução livre: O.V.N.I, o caso Varginha). Confira a sinopse:
“Na tarde de 20 de janeiro de 1996, na pequena cidade de Varginha, no Brasil, três jovens que voltavam do trabalho ficaram paralisadas diante de um ser estranho… Philippe Ruger revisita o "Roswell brasileiro", um dos fenômenos mais impressionantes da ufologia moderna”.
Já em terras brasileiras, Marcio Baraldi, a pedido da revista "UFO", criou o Ginho, personagem inspirado no ET varginhense, em 2007. Diferente do reportado pelas mulheres, Baraldi fez Ginho verde com detalhes amarelos, um pouco diferente.
Em 2016, Ginho ganhou um álbum com suas tirinhas. A produção foi uma parceria da Revista UFO e do selo GRRR (Gibi Raivoso Radical e Revolucionário), produtora independente do próprio Baraldi.
No tradicional romance, o ET foi, algumas vezes, deixado de lado em prol do amor. No livro “ET de Varginha, o ET do Brasil”, de Arlindo Cruz, o incidente em Varginha se tornou uma história de amor verdadeiro: é protagonizado por dois jovens, um terráqueo e uma extraterrestre — que teria vindo para a Terra por essa razão.
Outro livro de ficção sobre o caso é “Incidente em Varginha” de Marcos Otero, autodeclarado “primeiro livro romanceado sobre um dos maiores casos da ufologia brasileira”.
Na trama, o professor de história Max Miller — que abandonou suas investigações ufológicas por causa de questões pessoais) é escolhido pela comunidade da ufologia para pesquisar o caso de Varginha.
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No cinema, o ET foi personagem da animação brasileira “BugiGangue no Espaço”, de 2017. Escrito e produzido por Ale McHaddo (que dirigiu "Amor Sem Medida", "O amor dá trabalho" e "Meu Cunhado é um Vampiro", todos com Leandro Hassum).
Na produção, primeira em 3D feita no Brasil, o ET de Varginha virou um caçador de tesouros à la Indiana Jones. Essa teria sido a razão da sua vinda em 1996, segundo o longa: procurar por um tesouro ancestral.
Mais recentemente, em 2019, o ET se tornou personagem de uma propaganda da Philips Walita, uma marca de eletrodomésticos. Intitulada “Qualidade é 8 ou 80”, a série de anúncios faz alusão ao fato de que a fábrica da empresa fica em Varginha.
Em entrevista ao veículo “Meio e Mensagem”, Thaiana Cortez, gerente de marketing da companhia na época, explicou a escolha: ““Quisemos fazer uma brincadeira e analogia com o ET de Varginha de que qualidade excepcional dos nossos produtos só pode vir do espaço”. Confira o vídeo:
ET de Varginha virou garoto propaganda
Porém, antes disso tudo, o caso do ET de Varginha foi pano de fundo para o videogame, então, considerado o “mais avançado” do país.
Criado por Marco Cuzziol e Odair Gaspar, por meio da empresa da dupla Perceptum, “Incidente em Varginha” foi lançado em setembro de 1998, tendo ficado em desenvolvimento por 2 anos.
Foi considerado o primeiro jogo de tiro em primeira pessoa (FPS, na sigla em inglês) do Brasil. Embora, na época, tenha vendido apenas duas mil unidades em território nacional, atualmente ele atingiu status de cult. No exterior, as vendas foram melhores, 20 mil unidades.
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Na internet, também são possíveis encontrar pelúcias e bonecos do ET de Varginha, feitas com base nos relatos das três testemunhas.
Já para quem visita a cidade de Varginha, as opções são extensas: até panos de prato podem ser encontrados, para venda, com desenhos de ETs e discos voadores.
No dia 18 de maio de 2023, o Conselho Deliberativo Municipal do Patrimônio Cultural de Varginha, confirmou a transformação do ET de Varginha em Patrimônio Cultural da cidade. O pedido foi homologado um mês depois, no dia 5 de junho, tornando o ET, oficialmente, parte da história da cidade.
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