A startup mexicana de logística Skydropx vai entrar no Brasil com a aquisição da logtech Frenet, que pertencia à Sequoia. A companhia se comprometeu a pagar R$ 31,5 milhões, abaixo dos R$ 35 milhões que a Sequoia negociou em 2021, em meio a uma série de aquisições pós IPO.
A startup mexicana atua como uma plataforma de logística que conecta pequenos e médios vendedores, transportadoras e pontos de coleta. Nela, os empreendedores fazem a gestão dos envios e notificação a clientes, com a promessa de preços ao conectar a carrier mais eficiente para determinadas rotas e automatizar etiquetagens e outros serviços.
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A meta é ter 200 mil clientes na plataforma da mexicana. É bem similar ao que faz a Frenet no país, hoje com 14 mil sellers, de maior porte – uma entrada para a Skydrop neste segmento de clientes.
“Queremos levar os features da Skydropx hoje em pequenos e médios sellers do México para o Brasil, e os features para grandes clientes do Brasil para o México”, diz Tavo Zambrano, que fundou a startup mexicana com Armando Solbes.
A chegada ao país retoma a estratégia de internacionalização da companhia. Desde 2021, quando levantou US$ 20 milhões de fundos de investimentos, a logtech mexicana atua na Colômbia e o passo seguinte era entrar na Argentina, Chile e Peru – mas os planos de internacionalização foram adiados devido à pandemia e à retração em venture capital nesse meio tempo.
“A grande diferença entre mercados é o quão grande é o número de transportadoras que existem no Brasil”, diz Zambrano. O México e a Colômbia têm maior concentração de entregas nas mãos de até oito incumbentes, enquanto o Brasil permite maior penetração de novos players, graças ao tamanho maior do território e da população, diz o CEO. “É aí que acreditamos que temos maior valor.”
A Frenet entrou no radar da Skydropx no ano passado, quando Zambrano começou a contatar startups de logística pelo mundo. As negociações para a aquisição, porém, só tiveram início em julho. No acordo, a ideia é manter a marca Frenet no Brasil e, ao longo de dois anos, realizar a integração entre as duas plataformas de tecnologia. “Não queremos complicar para os clientes”, diz.
A Skydropx nasceu em 2014 em Monterrey, a segunda maior cidade do México, como uma startup para realizar entregas de delivery, inspirada no Uber Eats. Mas o negócio passou a focar em logística de e-commerce e varejo entre 2015 e 2016. Nos anos seguintes, a empresa levantou um total de US$ 27 milhões junto a investidores como Y Combinator, Base 10, 645 Ventures, Cometa, Dynamo, Sierra Ventures e FJ Labs.
A venda vem em momento crítico para a Sequoia. Neste ano, a companhia fechou um processo de reestruturação da dívida, superou um processo de recuperação extrajudicial, uniu operações com a Move3, criando a segunda maior empresa de logística do país, atrás dos Correios, e trouxe um novo CEO para o negócio, Alexandre Rodrigues, que vai assumir o cargo em fevereiro de 2025.
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À Sequoia, a Skydropx vai pagar R$ 25,4 milhões à vista do total da transação. Os outros R$ 6,1 milhões vão ser retidos para potenciais contingências, com o valor a ser liberado em cinco anos, iniciado em janeiro de 2026, com média de 11% a 28% do valor total retido.
Segundo comunicado da Sequoia ao mercado, a Frenet tem receita líquida anual de R$ 14,3 mil, com prejuízo de R$ 1,5 mil. O Ebitda foi negativo em R$ 74 mil.
Atualização: em 2021, a transação da Sequoia foi negociada em R$ 35 milhões. Agora, em nota, a empresa afirma que “o valor efetivamente desembolsado pela companhia na aquisição foi de R$ 20 milhões” .
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