Portugal foi o país da UE onde o preço das casas mais subiu no segundo trimestre | Habitação – Público

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Incremento de preços das casas em Portugal no segundo trimestre foi de 17,2% em termos homólogos e 4,7% acima do trimestre anterior, muito superior à média da União Europeia.
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Portugal foi o país da União Europeia onde se registou a maior subida de preços das casas no segundo trimestre deste ano, de acordo com os dados do Eurostat divulgados esta sexta-feira, tanto em termos homólogos (por comparação com igual período de 2024) como face ao trimestre imediatamente anterior.
Se a comparação for feita com o segundo trimestre do ano passado, a variação da subida do preço das casas foi de 17,2%, quando a média da União Europeia (UE) se ficou pelos 5,4% e a da zona euro pelos 5,1%.
Depois de Portugal, as maiores subidas ocorreram na Bulgária, com mais 15,5% e na Hungria, com mais 15,1%. De resto, houve uma tendência de alta em todos os outros Estados-membros da UE, à excepção da Finlândia, com uma descida de 1,3% (não há ainda dados da Grécia).
Se comparação for feita com o primeiro trimestre deste ano, o Eurostat dá nota de um incremento dos preços das casas em Portugal de 4,7%, o que coloca o país no topo das subidas na habitação em termos europeus, seguindo-se o Luxemburgo com um crescimento de 4,5% e a Croácia com 4,4%. Houve descidas apenas em França, com -0,2% e na Bélgica, com -0,1%.
Os dados do Eurostat utilizam, no caso de Portugal, a informação prestada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), e englobam tanto as casas novas como as usadas (designadas de “existentes”).
Conforme reportou o INE no passado dia 22 de Setembro, o custo das casas existentes bateu um novo recorde no mercado nacional ao subir 18,3% no segundo trimestre deste ano, em termos homólogos.
A variação homóloga dos imóveis novos que foram vendidos no segundo trimestre também foi elevada em termos históricos, atingindo os 14,5%, mas acabou por ficar em linha com o registado nos primeiros três meses do ano. Juntando as casas novas e existentes, chega-se à média de 17,2%.
Ainda de acordo com o INE, as transacções de alojamentos familiares movimentaram 10.270 milhões no segundo trimestre deste ano, um novo máximo.
O Eurostat refere também que, por outro lado, as rendas de casa na União Europeia (UE) aumentaram 3,2%, no segundo trimestre face ao período homólogo, e 0,7% na comparação com os primeiros três meses do ano.
Na compilação de dados divulgada esta sexta-feira, o serviço estatístico europeu indica que os preços das casas entre 2010 e 2025 mais do que duplicaram (141%) em Portugal e mais do que triplicaram na Hungria (277%) e na Estónia (250%).
No período em análise, os preços ultrapassaram o dobro do valor em dez países do bloco: Lituânia (202%), Letónia (162%), República Checa (155%), Portugal (141%), Bulgária (133%), Áustria (117%), Luxemburgo (112%), Eslováquia (105%), Polónia (104%) e Croácia (102%), com a Itália a apresentar o único recuo (-1%).
Entre 2010 e o segundo trimestre de 2025, os preços das casas na UE aumentaram 60,5% e os das rendas 28,8%.
Durante o mesmo período, os preços dos arrendamentos subiram em 26 países da UE, tendo os maiores aumentos sido registados na Estónia (218%), Lituânia (192%), Hungria (125%) e Irlanda (117%), tendo a Grécia sido o único país onde os preços das rendas diminuíram (-9%).
Em 2024, a Hungria (12,4%) foi o país onde as rendas homólogas mais subiram, seguindo-se a Roménia (11,1%) e Malta (8,9%), com Portugal no quinto lugar da tabela (7%).
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