Opinião de Maria Oliveira, influencer marketing, PR & activations specialist da Republica Vivemos numa altura em que nunca foi tão fácil criar conteúdo. A inteligência artificial permite gerar imagens, textos, vídeos e diferentes versões de uma mesma ideia em poucos segundos. Para as marcas, isto significa mais rapidez, mais possibilidades e uma capacidade de produção que, há poucos anos, seria difícil de imaginar.Mas, à medida que a tecnologia evolui, surge uma questão cada vez mais relevante: num mundo onde qualquer pessoa pode criar praticamente qualquer conteúdo, o que é que ainda faz uma marca parecer humana?É aqui que o User-Generated Content (UGG), isto é, conteúdo criado por consumidores reais, ganha uma nova importância.Durante muito tempo, um dos grandes desafios das marcas foi conseguir produzir conteúdo suficiente para acompanhar o ritmo das plataformas digitais. Hoje, a inteligência artificial veio facilitar grande parte desse processo.Mas produzir mais não significa necessariamente criar mais ligação.As pessoas estão constantemente expostas a publicidade e a conteúdos e, num ambiente tão saturado, a capacidade de uma marca captar atenção depende também da sua capacidade de criar identificação.É por isso que conteúdos que parecem naturais, próximos e reais podem ter um papel tão importante.O UGC coloca pessoas reais no centro da comunicação.Em vez de uma mensagem que parece ter sido criada exclusivamente por uma marca, o UGC permite apresentar produtos através da experiência, da linguagem e da personalidade de um criador.Uma demonstração feita por alguém real. Uma opinião. Uma rotina. Uma recomendação. Uma forma espontânea de falar sobre um produto. São pequenos elementos que tornam o conteúdo mais próximo daquilo que as pessoas já estão habituadas a consumir nas plataformas digitais.Na Republica, este é também um dos trabalhos que desenvolvemos: fazer a ponte entre marcas e pessoas reais, identificando os perfis e as vozes que melhor podem traduzir uma marca e criando conteúdos a partir dessas experiências. O objetivo não é apenas colocar um rosto num conteúdo, mas encontrar formas de comunicação que sejam naturais para quem cria e relevantes para quem vê.E é precisamente essa naturalidade que torna o UGC relevante: não precisa de parecer perfeito para funcionar. Precisa de parecer verdadeiro.Falar sobre UGC num contexto de inteligência artificial não significa colocar as duas coisas em oposição.Pelo contrário. A IA pode ser uma ferramenta extremamente útil para as marcas e para as equipas criativas: pode ajudar a desenvolver ideias, acelerar processos, adaptar conteúdos, criar diferentes versões e tornar a produção mais eficiente. A oportunidade está em perceber onde cada uma acrescenta valor.A tecnologia pode ajudar-nos a produzir mais e mais depressa. Os criadores trazem aquilo que a tecnologia, por si só, não consegue substituir da mesma forma: experiência, personalidade, contexto e identificação.A questão não deve ser se vamos usar IA. A questão é como a vamos usar sem perder aquilo que torna a comunicação humana.Para as marcas, o desafio dos próximos anos não será apenas produzir conteúdo. Será produzir conteúdo que as pessoas queiram realmente ver.Num cenário em que a inteligência artificial torna a produção cada vez mais acessível, a autenticidade pode tornar-se ainda mais valiosa.É aqui que o UGC encontra o seu espaço: como uma forma de aproximar as marcas das pessoas através de conteúdos criados por pessoas reais, com diferentes vozes, experiências e formas de comunicar.Porque a tecnologia pode ajudar uma marca a criar mais conteúdo.Mas são as pessoas que fazem esse conteúdo parecer real.© 2026 Marketeer. Todos os direitos reservados. | Produzido por: Neurónio Criativosource
As marcas precisam de continuar humanas – Marketeer
Rê Bottelho
out 30, 2026
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