Colibri faz novas aquisições e amplia ecossistema para restaurantes – Startups

Colibri faz novas aquisições e amplia ecossistema para restaurantes – Startups

Início NegóciosNegócios Gustavo Brigatto Siga Startups no GoogleVeja nossas notícias com mais destaque nas suas buscas.Siga Startups no GoogleVeja nossas notícias com mais destaque nas suas buscas.Quando subir ao palco da convenção das revendas da Colibri nesta quarta-feira (21), Rodrigo Soares terá pouco mais de um ano de resultados para apresentar. E muitos planos de como seguir crescendo. “Estamos preparados para a escala, com o time reestruturado. E é isso que nós vamos para cima”, disse ele em conversa com o Startups.No cardápio, estão avanços em pagamentos, com a Colibri Pay; gestão de filas e hospitalidade e relacionamento com clientes. Essas duas últimas frentes, inclusive, são fruto de novas aquisições fechadas recentemente: a Qnow e a Cannoli, respectivamente. O plano é criar um ecossistema de soluções que atendam os restaurantes de olho, principalmente no salão, ou seja, no mundo físico, que ainda representa de 75% a 80% das vendas dos restaurantes, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).    O próprio iFood tem se movimentado para o presencial. Além da maquininha para pagamentos, o aplicativo agora permite fazer reservas em restaurantes. Ano passado, a companhia comprou a Videosoft, que faz software para totens de autoatendimento. Para Rodrigo, a “migração” do aplicativo para o mundo físico é mais um impulso do que uma ameaça. “Eles estão movimentando o mercado. Criando awareness. O dono do restaurante acordou: ‘Eu preciso ter tecnologia’”, avaliou.    Para se diferenciar em um embate com o gigante das entregas – que agora também se tornou o 5º maior player do mercado de benefícios com a compra da Caju – o pulo do gato da Colibri é o relacionamento com os garçons. A abordagem busca explorar o relacionamento direto que eles mantém com os clientes dentro do estabelecimento, fomentando fidelidade, recorrência, e até ampliação de ticket de consumo.   Quando conversou com o Startups há pouco mais de seis meses, Rodrigo estava no meio do processo de “arrumar a casa” depois da aquisição da Colibri. A tradicional marca de sistemas de gestão para restaurantes estava sob o comando da americana NCR desde 2012. Em setembro de 2025, a empresa de Rodrigo, a RS Solutions, dona do sistema de ponto de venda POS Fácil, assumiu a operação, em um negócio avaliado em R$ 100 milhões.  Após a incorporação, o principal trabalho foi o de reorganizar a estrutura de suporte e as revendas, uma rede  composta por por mais de 600 pessoas ao redor do Brasil. “Não foi um grande artista o que eu fiz. Na realidade eu apareci e falei: fica tranquilo que eu vou vestir a camisa’”, contou. A companhia também voltou a feiras do setor das quais estava ausente havia mais de dez anos, como a Fispal e a ExpoBurger, e retomou o relacionamento com a Abrasel. “E aí tem um segredinho que parece simples, mas não é, que é o trabalho das cinco da manhã até às dez da noite”, pontuou.Com isso, além de ampliar o relacionamento com a base de clientes, a companhia conseguiu ampliar sua base. Segundo Rodrigo, a entrada de novos clientes vem dobrando mês a mês. “Só um mês que a gente não dobrou, que foi julho, que a gente triplicou”, brincou. De lá pra cá, o volume transacionado saiu de cerca de R$ 28 bilhões para R$ 34 bilhões. A meta é fechar 2027 com uma receita de R$ 100 milhões. O dobro do registrado em 2025.O cliente-alvo é o restaurante com faturamento acima de R$ 300 mil, um segmento que ele considera pulverizado o suficiente para dar tempo de reação. “O iFood, até ele pegar esse restaurante, vai levar dez anos”, avaliou. Segundo ele, novas aquisições estão no radar. “A gente está com caixa, e com muito apetite”, disse. “O momento está bom para adquirir.”A Cannoli foi fundada por Samuel Carvalho, ex-Linx, e entra como a plataforma de recompra do grupo: CRM, segmentação de consumidores, automação de campanhas, programas de fidelidade e cashback. A referência é direta: é um movimento equivalente ao do iFood com a CRM Bônus.Notícias RelacionadasCriptoBinance estima roubo de US$ 6,3B em ataque hacker, o maior da história Investigação da Binance aponta notebook de engenheiro como origem do ataque; suspeita também recai sobre hackers norte-coreanos Entrevista5 Minutos com: Rodrigo Dantas, da Vindi à economia real Investidor-anjo e conselheiro conta como trocou a operação de fintech por uma fazenda de café e um projeto de vinhos brasileiros A tese por trás da compra é que a Colibri já captura os dados e não os usava. Pelo ecossistema passam informações de PDV, totens de autoatendimento, tablets de mesa, cardápio digital, delivery, autopagamento, pagamento na mesa, reservas e filas. Juntar isso numa visão única do consumidor permite identificar frequência de visita, ticket médio, preferências e clientes em risco de abandono. “O grande diferencial da Colibri é que combinamos duas coisas que raramente estão juntas: produtos e dados”, disse Rodrigo. “Muitas empresas possuem ferramentas. Outras possuem dados. A Colibri possui as duas coisas”, completouA Cannoli passa a integrar o Colibri Growth, frente criada para concentrar as soluções voltadas ao crescimento do restaurante, e seguirá operando como plataforma aberta, mantendo clientes e integrações com outras empresas do setor. A oferta continuará aberta a empresas de todo o mercado.Já a Qnow cobre filas, reservas e, o que Rodrigo trata como diferencial, estacionamento. O fluxo que ele descreve: o cliente faz a reserva e informa a placa do carro; ao chegar, o manobrista já o espera; quando o garçom lê o QR Code na mesa, o sistema sabe que aquele carro está no estacionamento; quando a conta entra em fechamento, o manobrista já foi buscar o veículo.A comparação com o iFood também fica inevitável já que ele comprou a TagMe, de gestão de filas e reservas. “Gestão de reserva e de filas, até aí não tem diferencial nenhum. Mas eu tenho gestão de estacionamento”, destacou Rodrigo.Com o Colibri Pay a companhia amarra todo o resto. E com uma função que Rodrigo diz ser inédita no país: parcelar uma refeição no salão.“Você chegou no restaurante, o papo deu mil reais, você quer pagar em três vezes. A Colibri Pay paga o restaurante à vista, os mil reais, e parcela para você em três”, explicou Rodrigo. “O iFood faz no delivery, ninguém faz no físico. Nós somos os primeiros no Brasil a fazer o parcelado no restaurante.”A operação usa uma estrutura de subadquirência que Rodrigo mantém desde 2018, a XPago, cuja marca ele vendeu para XP. O desenvolvimento é feito com o Itaú.O segundo diferencial que ele aponta é menos vistoso e provavelmente mais relevante para o dono do restaurante: um portal único de conciliação financeira, independentemente de qual adquirente o estabelecimento usa.Siga Startups no GoogleVeja nossas notícias com mais destaque nas suas buscas.Siga Startups no GoogleVeja nossas notícias com mais destaque nas suas buscas. Newsletter O Startups está na rotina de mais de 30 mil tomadores de decisão. 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