Equity encolhe e crédito passa a dominar investimentos em startups – Startups

Equity encolhe e crédito passa a dominar investimentos em startups – Startups

Início NegóciosNegócios Gabriela Del Carmen Siga Startups no GoogleVeja nossas notícias com mais destaque nas suas buscas.Siga Startups no GoogleVeja nossas notícias com mais destaque nas suas buscas.Os investimentos em startups brasileiras seguiram em retração em 2025, mas os dados mais recentes mostram que o ecossistema segue ativo, ainda que operando sob uma lógica diferente dos ciclos anteriores. Segundo a edição anual do relatório Ecossistema de Inovação Aberta & CVC no Brasil, produzido pela Sling Hub em parceria com a ABCVC e a Alya Ventures, o mercado ficou menos orientado a equity e mais sustentado por operações de crédito.Ao todo, startups brasileiras captaram US$ 4,5 bilhões em 459 rodadas ao longo do ano. Quando o recorte considera apenas rodadas de equity – excluindo FIDCs, dívida e estruturas híbridas – o volume cai para US$ 1,74 bilhão, o equivalente a cerca de 39% do total, distribuído em 412 operações. O contraste ajuda a explicar por que, apesar do número elevado de rodadas, o capital efetivamente dilutivo ficou mais concentrado e seletivo.As operações via FIDC somaram US$ 2,38 bilhões em 27 rodadas, enquanto a dívida tradicional respondeu por US$ 161 milhões em 15 operações. Já as rodadas híbridas – que combinam equity com crédito, sem detalhamento da proporção entre as modalidades – totalizaram US$ 32,7 milhões em apenas duas transações.Na prática, isso significa que mais da metade do volume divulgado no ano está associada a estruturas de crédito, concentradas em poucos mega-deals. Com isso, os números totais inflam uma percepção que não reflete o apetite real por risco no venture capital tradicional.Mesmo com 412 rodadas de equity registradas em 2025, o volume investido aponta para tíquetes menores e maior fragmentação do capital. O cenário reflete um mercado mais cauteloso, com investidores priorizando preservação de caixa, menor exposição a apostas de longo prazo e maior foco em negócios mais maduros.A retração foi mais intensa nas rodadas early stage. Já os aportes a partir da Série B concentraram a maior parte do capital de equity, reforçando a preferência por startups com modelos já validados, geração de receita mais previsível e menor dependência de capital recorrente.Entre os setores que mais concentraram recursos – especialmente nas operações de crédito e FIDC – as fintechs B2B seguem como protagonistas. O dado reforça um viés mais defensivo do capital, que privilegia soluções com menor volatilidade, maior previsibilidade de retorno e aderência a um ambiente de juros elevados.Notícias RelacionadasBig TechsMicrosoft oferece demissão voluntária a 60 mil funcionários Oferta de duração limitada vale para equipes nos EUA, Canadá, Índia e Reino Unido, do nível de vice-presidente para baixo EcossistemaGol vai bancar passagens de 10 startups cariocas a Lisboa Parceria com Invest.Rio e Maravalley em missão ao Web Summit chega poucas semanas após estreia da companhia na rota Rio-Lisboa Chama atenção que, apesar da centralidade da inteligência artificial no discurso do mercado, a maioria das maiores rodadas do ano não esteve diretamente ligada a soluções de IA. O movimento sugere uma postura mais pragmática por parte dos investidores, focada em eficiência financeira e geração de caixa no curto e médio prazo.No Brasil, as cinco maiores rodadas de 2025 foram estruturadas via FIDC. O maior aporte exclusivamente via equity foi para a Starian, empresa de softwares verticais que nasceu de um spinoff da Softplan. A companhia levantou cerca de R$ 640 milhões (US$ 116 milhões) em uma rodada liderada pela General Atlantic, com foco na expansão para novos setores por meio de M&As.A Creditas também aparece entre os destaques do ano. A fintech captou US$ 108 milhões em uma rodada Série G, que avaliou a empresa em US$ 3,3 bilhões – abaixo do valuation de US$ 4,8 bilhões registrado em 2022. O investimento foi liderado pelo grupo europeu Andbank, que possui mais de US$ 30 bilhões sob gestão.O Corporate Venture Capital teve papel relevante no ecossistema em 2025. Embora representassem apenas 10% do número total de operações, rodadas com participação corporativa responderam por 46% do volume investido no ano.Esse percentual, no entanto, é fortemente influenciado por grandes operações estruturadas via FIDC, dívida e outras modalidades não dilutivas. Por isso, não deve ser interpretado como um aumento proporcional do apetite dos CVCs por equity.Os dados indicam uma atuação mais concentrada e estratégica das corporações, com foco em menos deals, tíquetes maiores e maior alinhamento a teses de negócio específicas. Em vez da pulverização de cheques em rodadas dilutivas, o capital corporativo vem sendo usado como instrumento de integração operacional, eficiência financeira e captura de valor no médio e longo prazo.Siga Startups no GoogleVeja nossas notícias com mais destaque nas suas buscas.Siga Startups no GoogleVeja nossas notícias com mais destaque nas suas buscas. Newsletter O Startups está na rotina de mais de 30 mil tomadores de decisão. 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